Espaço etnográfico: Casa-Museu de Aljustrel (Fátima)

A placa que identifica o museu utiliza a rocha calcária da região.

A descamisada do milho é um dos quadros que o museu reconstitui

O manequim representa o traje tradicional da região a sul do concelho de Ourém onde se situa a localidade de Fátima.

Em casa, fazendo os deveres…

No pátio, alfaias e carroças.

A Casa-Museu de Aljustrel recuperou uma habitação tradicional, construída em pedra da região. Na área a norte do concelho de Ourém, onde a pedra não abunda, as casas eram feitas de terra e adobe.

A oficina do sapateiro.

O tradicional jugo e o carro de bois.

Fotos: Carlos Gomes

»» Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico
Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima. Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação.

Chaminés tradicionais portuguesas

Em Areias, no concelho de Ferreira do Zêzere, as emblemáticas chaminés indicam a sua influência árabe

Chaminé em Avis, no Alto Alentejo

Chaminé em Mourão, no Alentejo

Chaminé na aldeia avieira da Palhota, nas margens do rio Tejo, próximo da Azambuja.

No Torrão, próximo de Alcácer do Sal, as casas parecem atarracadas sob o peso das chaminés.

Chaminé tipicamente alentejana em Vila Real, outrora denominada por Aldeia da Ribeira, no município de Olivença.

A chaminé é o local onde frequentemente se inscreve a data de construção da casa. Na foto, a vila alentejana do Crato.

Chaminé na judiaria, em Castelo de Vide.

Fotos: Carlos Gomes

Sugerimos a leitura do texto:
»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.

O Traje das Vindimadeiras no Douro

No primeiro terço do séc. XX, "As vindimadeiras vestiam um berrante lenço de cabeça, uma blusa e uma saia, de cores claras, cingiam, por vezes, a cintura com um xaile de merino e calçavam socas. Os homens, por seu lado, cobriam-se com um chapéu de palha ou de feltro, de aba larga, vestiam calças de cotim ou de linho e camisa de linho ou riscado, umas e outras geralmente remendadas, e calçavam socos". in Alto Douro, terra de vinho e de gente, A.L. Pinto da Costa

Foto retirada da obra: O Douro, de Manuel Monteiro

»» Vindimar até ao lavar dos cestos
Chegou o Setembro e com ele as primeiras águas de Outono. O ano agrícola propriamente dito chegou ao fim. É tempo de vindimas e também de desfolhadas na região de Entre-o-Douro-e-Minho que aqui o milho é de regadio e por esse motivo se realizam mais tarde em relação às terras em que a sua cultura é de sequeiro.>>>>

Trajes do Minho - Postais antigos

Traje de Afife


Traje da Areosa


Antigo traje de Perre


Traje de Sta Marta de Portuzelo (Traje Azul)


Traje de Sta Marta de Portuzelo (Traje vermelho)


Postais cedidos por Carlos Gomes

Sugestões de leitura:

»» O Traje Masculino do Alto Minho
Desde os primórdios da humanidade, a função primordial do vestuário consistiu em agasalhar. Porém, para além do conforto que proporcionava, o Homem sentiu ainda a necessidade de se cobrir e criar a sua intimidade, à semelhança de Adão e Eva ao tomarem a consciência da sua própria nudez.

»» Traje à Vianesa - ex-libris de PortugalA Câmara Municipal de Viana do Castelo editou recentemente o livro “Um Traje da Nação. Traje à Vianesa”, da autoria de António Medeiros, Benjamim Pereira e João Alpuim Botelho.

Informações sobre os Trajes do Minho ou de Entre Douro e Minho>>>

Rio das Lavadeiras - Rio Corgo (Vila Real)

As “Lavadeiras do Corgo” são uma figura que ainda hoje povoa o imaginário de muitos habitantes da cidade de Vila Real, particularmente do “Bairro dos Ferreiros” (Rua do Corgo, Rua Sargento Pelotas, Rua de Sta Marta, Rua do Prado, Rua da Guia), podendo considerar-se uma personagem característica da etnografia vila-realense.

Estas mulheres, ainda em tempos não muito recuados, tomavam a seu cargo a tarefa – diária e penosa - de lavar a roupa de outras pessoas (para além da roupa da própria família), para assim ajudarem ao orçamento familiar.

Se quiser saber mais sobre as lavadeiras e os trabalhos da lavagens da roupa>>>





(Texto: JP - imagens cedidas)
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