Elas nas tardes de domingo, quando o trabalho afrouxa, riem e são como crianças diante dessas águas; os barcos que têm visto e resistido às grandes tempestades, os saveiros, as meias luas de modelo frígio, que têm lutado com as ondas, são como as carcassas amigas onde se vão meter, e é de dentro delas, em pé, como amazonas, os seios resaídos, os bustos fortes, que soltam as suas cantigas; outras dormem embaladas por aquela paz e procuram sempre a sombra do velho barco, que já não vai ao mar e que para alí está como uma relíquia, para abrigar a sua sesta bem ganha.(…)»
Texto (adaptado à grafia actual) e imagens retiradas da Illustração Portugueza, nº237, Lisboa, 3 de Setembro de 1910








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