Costa da Caparica - Almada

A imagem mostra a foz do rio Tejo, vendo-se ao fundo a costa de Lisboa e a serra de Sintra. Em primeiro plano, a vila da Costa da Caparica e os terrenos em redor. Mais distante, a mata e o Bico da Calha em relação à qual nos referimos no artigo acerca da Trafaria.

A Costa da Caparica é uma vila piscatória situada na margem sul do rio Tejo. Devido à sua proximidade com a capital tornou-se numa zona balnear muito concorrida e o crescimento urbanístico aumentou consideravelmente. Actualmente predominam os estabelecimentos de restauração, hotelaria e outro comércio, registando-se um fluxo acentuado de imigração proveniente do Brasil.

Apesar da sua excelente localização e das potencialidades da Península de Setúbal onde se insere, esta região não mereceu ainda as devidas atenções dos poderes públicos, reflectindo um caso de evidente avareza a sua falta de aproveitamento e a péssima construção que ali se registou há algumas décadas, não raras as vezes à beira de água como sucede na Fonte da Telha.



O recuo da linha de costa por efeito das marés obrigou ao depósito de inertes, por vezes extraídos do próprio leito do mar como a foto documenta. As gaivotas sobrevoam o local na ânsia de conseguirem alimento transportado juntamente com a areia despejada na praia.



(Fotos e textos: Carlos Gomes)

Dornes - Ferreira do Zêzere

À semelhança do que se verificou em relação à Foz do Dão, também a construção da Barragem do Castelo de Bode, no rio Zêzere, na segunda metade da década de quarenta do século passado submergiu grande parte dos terrenos agrícolas da linda localidade de Dornes, criando a pequena península um cenário magnífico emoldurado pelo extenso lago artificial que constitui a albufeira.

Para além da magnífica paisagem, o pitoresco do casario e ruelas, o culto a Nossa Senhora do Pranto e a torre pentagonal que se crê ser de origem templária atraem regularmente milhares de visitantes.





(Fotos e texto: Carlos Gomes)

Fonte do Malhão. Ramalheira. Freixianda. Concelho de Ourém

Quando a água escasseia torna-se um bem por demais precioso. E, para além de constituir uma dádiva da Natureza, o povo fica eternamente grato ao seu benemérito como é o caso que as imagens documentam e que retratam a concorrida nascente da Fonte do Malhão, no lugar de Ramalheira, na Freguesia de Freixianda, concelho de Ourém. Um exemplo a merecer reflexão por quantos desperdiçam desnecessariamente um bem que em muitos locais seria quase um sacrilégio.


Esta nascente de água é bastante concorrida incluindo por pessoas de terras distantes, mesmo dos concelhos vizinhos de Tomar e Alvaiázere. Em tempos, devido a certos carregamentos que se faziam, chegava mesmo a suspeitar-se que era levada para o comércio de restauração... entretanto, a lei passou a obrigar a manter-se a selagem das garrafas de água e a sensibilizar os consumidores. E ainda bem!


(Fotos e texto: Carlos Gomes)

Foz do Dão - Ontem e hoje

A construção da Barragem da Aguieira, no rio Mondego, a escassos dois quilómetros a juzante do rio Dão, nos finais dos anos setenta do século passado, veio alterar por completo a fisionomia daquela região. Onde antes existiram aldeias como Breda, pertencente ao concelho de Mortágua e a Foz do Rio Dão, do concelho de Santa Combão Dão, encontra-se actualmente a extensa albufeira. Submersas ficaram não apenas as paredes das casas e os muros dos quinteiros como ainda os terrenos agrícolas, as práticas rurais e festivas e toda uma vivência social. As suas gentes dispersaram-se por outras povoações em redor ou partiram nomeadamente para as grandes cidades.

Uma das fotos, de origem desconhecida, mostra a povoação da Foz do Dão e a Ponte Dr. Oliveira Salazar, actualmente submersas na albufeira da barragem. A outra imagem apresenta precisamente o mesmo local onde se encontra a povoação sob as águas.




(Foto e textos: Carlos Gomes)

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