Olaria de Bisalhães (Vila Real ) - Colocar as peças no forno

4.- Colocar as peças no forno

«Depois de seca, a louça é metida no forno (buraco na terra que leva cerca de mil peças grandes, ou seis mil pequenas, de cada vez), pousada numa grelha sobre lenha a arder. O buraco é coberto com musgo, caruma e terra, fazendo uma abertura para facilitar a circulação do ar


Texto: Júlio António Borges, in Monografia do concelho de Vila Real
Imagem: Foto de Duarte Carvalho – Colecção de Postais editados pelo Centro Cultural Regional de Vila Real em 1999

Olaria de Bisalhães (Vila Real ) - Gogar

3.- Gogar

«Terminado o artefacto, usa uma palheta para aperfeiçoar os rebordos e um “gogo” (pedra do rio) para a polir. Os desenhos são aprimorados com um pedaço de pau, afiado, desenhando os motivos decorativos





Texto: Júlio António Borges, in Monografia do concelho de Vila Real
Imagem: Foto de Duarte Carvalho – Colecção de Postais editados pelo Centro Cultural Regional de Vila Real em 1999

Olaria de Bisalhães (Vila Real ) - Moldar o barro

2.- Moldar o barro

«A mesa de trabalho é formada por duas rodas e pelo banco. A de cima, grossa, tem um orifício reforçado com latão (“bucha de roda”), onde insere um eixo de madeira (“bico de trabulo”), que liga a outra, colocada por baixo. No centro do tampo há uma elevação, com um palmo de diâmetro, onde se pousa o barro. Movimentando a roda inferior, com o pé, faz girar a que está por cima, onde coloca o barro de onde sairá a peça a elaborar.

À medida que a roda gira, segura o barro com a mão esquerda e, com a outra, dá-lhe a forma desejada, molhando-a para facilitar o trabalho. Antes que a argila seque, o artesão dá asas à sua imaginação e enfeita a peça com flores ou outros adornos.»


Texto: Júlio António Borges, in Monografia do concelho de Vila Real

Imagem: Foto de Duarte Carvalho – Colecção de Postais editados pelo Centro Cultural Regional de Vila Real em 1999

Olaria de Bisalhães (Vila Real ) - Picar o barro

1.- Picar o barro

«O barro, tirado da barreira, era partido e guardado numa dependência, a que chamavam “caleiro”. Quando fosse necessário, levavam-no para o pio e, deitando-lhe água, malhavam-no até o reduzir a pó. Passavam-no pela peneira, para afastar as impurezas. Havia dois tipos de peneira, conforme os utensílios a produzir: o crivo (malha larga) para a “louça churra”; e a peneira de rede fina, destinada à confecção de louça decorativa


Texto: Júlio António Borges, in Monografia do concelho de Vila Real
Imagem: Foto de Duarte Carvalho – Colecção de Postais editados pelo Centro Cultural Regional de Vila Real em 1999
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