Trajo do Minho (Barcelos) - Mulher (1910)


«Thereza, moça de lavoira da quinta da Bagoeira
primeiro prémio de trajo regional»

(Parada Agrícola de Barcelos, por ocasião das Festas das Cruzes de 1910)
in Revista Ilustração Portuguesa

Casamento tradicional

"A decisão havia sido longamente pensada. «Antes que te cases, pensa no que fazes» - aconselhava a experiência secular. É que os nubentes iriam, por norma, ficar «unidos para a vida inteira». Assim o dizia a quadra:

Dei um nó na minha vida,
Nunc'ò eu chegara a dar,
Dei-o com a mão direita

Não o posso desatar.

Feito o pedido da noiva aos pais da mesma e lidos os banhos ou pregões, a breve trecho se lhes sucedia o casamento. Durante a Monarquia não havia outro casamento além do religioso. Criado o casamento civil em 1911 pelas I República, os actos civil e religioso tornaram-se distintos. Nas vilas e cidades, estes podiam acontecer no mesmo dia. Nas aldeias que estavam longe do Registo Civil, todavia, podiam realizar-se em dias diferentes. No mesmo dia ou em dias separados, as pessoas davam pouca importância ao casamento civil."
A.L. Pinto da Costa, in "Alto Douro, terra de vinho e de gente"











Fotos: Carlos Gomes

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Os espigueiros ou canastros e a cultura do milho


«Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro!

Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas. De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflecte a grandeza da produção que normalmente é efectuada. De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.(...)» Ler mais>>>

Foto: Carlos Gomes

Campinos do Ribatejo

«(...) Atravessa-se a vila de Azambuja, e já a cada momento, na estrada, é necessário diminuir a marcha do automóvel para deixar passar os rebanhos de ovelhas e carneiros, as manadas de potros e éguas, conduzidos à vara por campinos a cavalo, de barrete vermelho e meia branca, jaleca ao ombro, erectos nas selas mouriscas. São homens altos e secos, pernaltas com músculos de cavaleiros, a face moura, os matacões tufando da carapuça, o mento e o lábio superior escanhoados, que do alto do cavalo sorriem com desdém para o nosso veículo hipercivilizado
(Carlos Malheiro Dias - 1875/1841, in Grandes Agrários Ribatejanos)












Campinos do Ribatejo nas Avenidas de Lisboa - Fotos: Carlos Gomes 

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