Instrumentos musicais tradicionais portugueses - I

Gaita-de-foles
Gaita-de-foles
Gaita-de-foles: « (…) No campo instrumental, para além da gaita-de-foles, (existente em Trás-os-Montes e no litoral oeste desde o Minho à península de Setúbal), há a assinalar a riqueza musical da viola e da guitarra. (…)»

Viola Portuguesa
Viola Portuguesa
Viola Portuguesa: « (…) A viola portuguesa, nas suas múltiplas variantes regionais, descende do instrumento aludido pelo Padre Juan Bernudo no séc. XVI (“guitarra”, parente popular da vihuela e descendente da “guitarra latina” trovadoresca) e era tocada por todo o país. Hoje subsiste apenas no Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, parte a Beira Alta, Baixo Alentejo, Madeira e Açores. (…)»
Guitarra Portuguesa
Guitarra Portuguesa: « (…) A nossa guitarra descende do instrumento que tomou o nome de cítara no Renascimento, o qual por sua vez provinha da cítola medieval. Era instrumento favorito da joglaria e, ao que tudo indica através dos jograis, ganhou as classes populares e atingiu depois dimensão nacional. (…)»
Harmónio
Harmónio: Todas as regiões do nosso país «não ficaram imunes à invasão do acordeão, a qual começou nas últimas décadas do século passado [séc. XIX] sob a forma diatónica a que o nosso povo chamou “harmónica de mão”, “harmónico” ou harmónio” (…)»
Violino e Rabeca Chuleira
Violino e Rabeca Chuleira: « (…) Note-se ainda (…) o papel dos violinos, particularmente designados por rabecas, que assumem no Douro uma forma encurtada que ganhou o nome de rebeca chuleira por ser própria para tocar apenas a chula, instrumento hoje praticamente em vias de extinção.(…)»
Para saber mais consulte: Portugal – Raízes musicais | Recolhas da tradição oral (José Alberto Sardinha, in “Portugal – raízes musicais”, edição do JN (1997)

«Etnografia em Imagens» no «Café Portugal»

O blogue «Café Portugal» publicou um artigo sobre o nosso blogue «Etnografia em Imagens», com base numa entrevista feita ao coordenador da Equipa do Portal do Folclore Português.

Embora concordando com o ditado “Ninguém é bom juiz em causa própria”, consideramos de relevante importância as afirmações que aí são feitas, pelo que sugerimos a leitura do referido texto.

Clique na imagem para aceder…

31º Festival Nacional de Folclore “Cidade de Lisboa”

Este Festival de Folclore foi organizado pelo Grupo Etnográfico de Danças e Cantares do Minho e realizou-se na Escola José Gomes Ferreira, em Benfica.

O Grupo de Zés-pereiras “Os Amarantinos” começou por fazer a arruada, com a qual se abriu a festa. Qual romaria minhota, os bombos rufaram seguindo de perto os gigantones rumo ao pavilhão onde decorreu a atuação dos grupos folclóricos.


Neste Festival participaram os Grupos: Rancho Regional de Argoncilhe, de Santa Maria da Feira (Douro Litoral), Rancho Folclórico Mira Serra – Louções, Alcobaça (Alta Estremadura), o Grupo Típico de Ançã, de Cantanhede (Beira Litoral), o Grupo Folclórico de Abitureiras, Santarém (Ribatejo).

Capas de discos em vinil de Grupos e Ranchos Folclóricos

«(...) Também o folclore deve ao disco de vinil em grande medida a sua divulgação. Muitos foram os ranchos folclóricos que à época gravaram o seu disco, exibindo na capa um motivo etnográfico adequado ou a imagem do próprio grupo. Dependendo naturalmente da importância da etiqueta e da sua capacidade de distribuição, o disco de vinil contribuiu grandemente para o prestígio de muitos grupos folclóricos uma vez que, de certa forma, representava um reconhecimento pelo seu trabalho por parte das editoras discográficas que apostavam na sua comercialização.(...) Ler o texto na íntegra>>>


Texto e imagens cedidas por Carlos Gomes

Queluz (Sintra) - Feira anual e "Alminhas"

Em frente ao Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra, realiza-se anualmente uma reconstituição de uma feira nos moldes em que tinham lugar no século XVII. O local é adequado pois, apesar do referido monumento ter sido construído no século XVIII, insere-se numa área que é parte integrante da região saloia.




Nas proximidades do Palácio Nacional de Queluz, junto ao afamado IC19 por onde diariamente circulam milhares de veículos entre Lisboa e Sintra, mantém-se um pequeno nicho de alminhas que ainda é preservado. Este nicho construído por volta de 1962 e uma das individualidades que contribuiu para a sua construção foi a D. Isabel, proprietária do colégio Almeida Garrett (cf. comentário recebido).



(Fotos e textos: Carlos Gomes)

Belezas nas margens do Rio Corgo – Vila Real

O rio Corgo nasce na serra da Padrela, a uma cota de 918 metros, próximo de Vila Pouca de Aguiar, e, após um percurso de 43 km, desagua junto à cidade do Peso da Régua, na margem direita do rio Douro, a uma cota de 50 metros. O escoamento anual médio é de 360,6 hm3. Tem sete bacias elementares e a área da bacia é de 469,143km2.

Sensivelmente, a meio do seu trajecto, o rio Corgo passa pela cidade de Vila Real, onde recebe como afluente o rio Cabril (cuja nascente se situa na serra do Alvão), além de outros pequenos rios e ribeiros, como, por exemplo, a ribeira de Tourinhas.


Clichés do distinto fotógrafo amador, Sr. Miguel Monteiro, de Vila Real
Illustração Portugueza - Maio de 1919

Passado o local conhecido como o “Rio das Lavadeiras” (parte final de um açude magnífico localizado em frente ao Parque Florestal (verdadeiro pulmão da cidade), a Ponte Sta Margarida, mandada construir em 1490 por D. Pedro de Castro e a Ponte Metálica, concluída em 1904, e que entre 1948 e 1951, e em 2002 e 2003, passou por grandes obras de renovação que lhe deram a estética e beleza arquitectónica que hoje tem, o rio Corgo rasga e afunda o seu leito entre duas margens rochosas e escarpadas, cheias de vegetação, dando origem a uma “paisagem” muito interessante e algo sui generis, conhecida por As Escarpas do Corgo.

Logo a seguir a Vila Real e após o rio Corgo entrar no concelho de Santa Marta de Penaguião, pode-se admirar a magnífica vista do vale do rio, a beleza das vinhas da Região Demarcada do Douro, além de antigas casas senhoriais das quintas do Douro, tendo ao longe, no horizonte, a serra do Marão, fronteira natural entre a região de Trás-os-Montes e Alto Douro e o litoral do país.

Durante muitos anos, e no seu trajecto entre Vila Real e a Régua, o rio Corgo teve a companhia da Linha do Corgo, uma linha de caminho-de-ferro de via estreita com comboios puxados por locomotivas a vapor e, posteriormente, automotoras LRV 2000 a diesel, que não ultrapassavam os 30 km hora, e que foi recentemente desactivada.
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