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Danças e ranchos populares (Figueira da Foz e Buarcos - 1907)

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Já nos referimos, em número precedente, ao famoso rancho das Rosas , um dos mais celebrados da Figueira [da Foz]. Hoje publicamos uma fotografia representando a respetivas orquestra e os pares dançantes, e outra de um rancho não menos famoso de Buarcos . (Clichés da Photografia A. M. Maduro) Fonte: "Ilustração Portuguesa", nº75 - 29 de Julho de 1907

Uma Tricana de Coimbra com xaile e lenço na cabeça!

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Uma Tricana de Coimbra (Cliché de Benoliel) Ilustração Portuguesa, nº61 - 22 de Abril de 1907 Aproveitando a imagem desta linda Tricana de Coimbra com o seu xaile , sugerimos a leitura de um texto sobre esta peça de vestuário feminino: O xaile em Portugal “O xaile terá chegado a Portugal sensivelmente na mesma altura que ao resto da Europa, diz-se que também trazido por marinheiros regressados do oriente. Francisco Ribeiro da Silva detectou a presença de um xaile entre o rol das mercadorias confiscadas na Alfândega do Porto entre 1789 e 1791. Como é óbvio, sendo um artigo contrabandeado significa que existe uma procura, um mercado, que é apetecível e que seria um produto apenas ao alcance de alguns privilegiados.  Por via do contrabando os ricos não privilegiados conseguiam obter produtos que os colocava a par dos privilegiados e, aparentemente, o xaile seria um excelente sinal exterior de riqueza. O Dicionário de António Morais Silva (2ª edição de 1813) define “ Chalé, s.m.

Fazendo compras na Feira

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Fazendo compras na feira. (Cliché de Benoliel) Ilustração Portuguesa, nº183, 23 de Agosto de 1909 Feiras Tradicionais Perde-se nos tempos a origem das feiras enquanto local onde os povos efectuavam as suas transacções e adquiriam bens que necessitavam e não produziam em troca dos seus próprios produtos, dando origem a uma classe de mercadores que passaram a viver exclusivamente dessa actividade. As feiras tiveram, desde sempre, uma elevada importância não apenas devido ao incremento económico como ainda pelo seu contributo na circulação de ideias e do conhecimento de outras culturas. (…) Era nas feiras… Era na feira que tudo ou quase tudo se comprava e vendia, desde a ninhada dos pintos ao gado pesado, dos pequenos utensílios domésticos ao pesado carro de bois. Era ainda na feira que se contratavam os jornaleiros para os trabalhos agrícolas e, no final, se efectuava o pagamento dos seus serviços. (…) Em dia de feira, os trabalhos da lavoura resumem-se a dar o pa

Um porco monstro em Samora Correia (1913)

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O belo exemplar suíno Na pitoresca povoação de Samora Correia acaba o nosso colaborador fotográfico sr. José Maria Coutinho de descobrir um animal que, pelas suas extraordinárias dimensões, constitui a admiração de todas as pessoas que têm ocasião de o ver. É um belo exemplar da raça suína pertencente ao sr. António Augusto Lopes e que mede de comprimento, do focinho à cauda, 2 metros e quarenta centímetros. De altura 1,10 m; largura de lombo 0,42 m; circunferência entre barriga e costelas 1,91 m. O seu peso é, aproximadamente, de 450 quilogramas. Por este belo exemplar que em dois aspetos diferentes oferecemos à curiosidade dos nossos leitores, já alguém quis dar a quantia de 300$000 réis para ser exposto ao público na feira de Agosto. O seu possuidor, porém, não se quis desfazer do animal conservando-o até à data para desvanecimento dos seus olhos e pasmo de todas as pessoas que o admiram. Fonte: " Ilustração Portuguesa ", nº362, 27 de janeiro de 1913 (texto edit

Cântaros de Coimbra... e uma tricana!

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Tricana de Coimbra Aguarela do sr. Alberto de Souza "Uma vez o oleiro disse assim à mulher que embalava a pequena a cantar: - Olha que acordas a criança. Vai ao rio buscar água que eu tomo conta da pequena . Era uma tarde de outono, macia como a curva das colinas; e o oleiro tinha vindo trabalhar para a porta do quintal, olhando o rio, os montes, as moças lavadeiras, sob as folhas soltando um último suspiro. Ficou-se assim a dizer: - Capaz de acordar a criança ... Quisera-a um dia fazer em barro, a filha que Deus lhe deu. Pôr-lhe uma boquinha assim, uns dentinhos como os seus, e o cabelo loiro e fino todo eriçado na testa... Quisera-a um dia fazer assim, levá-la ao forno, cozê-la, pô-la sobre o oratório, e beijá-la a toda a hora, - tal como agora dormia, tal como agora sorria... Voltam do rio as lavadeiras; sob o bloco de barro informe, a roda gira. O oleiro esqueceu-se a cantar uma toada lenta, em que entra a melodia dos montes fronteiros e o sossego do crepús

Trabalhadora agrícola a utilizar um engaço em Alfena (Valongo) 1915

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Em plena faina. Alfena O distinto fotógrafo portuense sr. Domingos Alvão O distinto fotógrafo, Sr. Domingos Alvão , colaborador artístico da Ilustração Portuguesa obteve o Grand Prix na exposição do Panamá pelas artísticas fotografias que nela apresentou, uma das quais é a que acima se reproduz. Fonte: “ Ilustração Portuguesa ”, II Série, nº 501. 27 de Setembro de 1915 (texto editado e adaptado)

Ceifeiras - fotografias artísticas de Domingos Alvão

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Conversando à hora do descanso Domingos Alvão , o distinto fotógrafo portuense, que tantas vezes tem colaborado nestas páginas, envia-nos uma coleção preciosa de alguns dos seus últimos trabalhos, de que damos estes espécimes. Poucos como ele sabem colher as pessoas e as coisas sob os seus verdadeiros aspectos artísticos e estabelecer os mais empolgantes contrastes de luz e de sombra. Por isso de todo o país o encarregam de obras delicadíssimas.  Em plena faina. Fonte: " Ilustração Portuguesa ", II Série, nº575. 26 de Fevereiro de 1917 (texto editado) Sugestão de leitura: As segadas – Atividades agrícolas em Trás-os-Montes “As colheitas, como as segadas, na Castanheira, eram na verdade uma festa. Todo o santo dia se cantavam as “ Cantigas da Segada ”, escolhidas a dedo, pela norma do tradicional, desde o amanhecer até à noitinha. O dia era longo, dos maiores do ano, mas com inúmeras dimensões. O amo da segada ia fazendo os seus cálculos, preocupado com o decorrer das ho