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A fogaça

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  Que bela, que lindíssima fogaça Leva a Rosinha na cabeça airosa! Ou não fosse ela, pelo nome, rosa, Ou não tivesse da roseira a graça! Logo à tardinha, se a puser em praça, E soltar o pregão com voz mimosa, Chovem moedas no avental da Rosa, E mais os risos dela são graça! Mas onde há bolos de mais fino cheiro, Bolos que tenham mais gostoso travo, Que devem ser pesados a dinheiro? Não é mais doce o mel de loiro favo... Rosinha os amassou no tabuleiro E mãos de Rosa são de rosa e cravo... Acácio de Paiva "Ilustração Portuguesa", nº705 - 1919 Sugestões: Pregões de Lisboa - as leiteiras O catraeiro - Tipos portugueses Uma feira em Torres Novas (1910)

Uma casa rústica em Vieira do Minho

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"Ilustração Católica", nº319, Abril 1928 “Absorvido pela terra que o alimentava, a si e à sua família, o minhoto pedia à casa só um abrigo, sem luxo nem conforto. Mas o desenvolvimento da lavoura e uma vida de maior desafogo vieram exigir mais daquela que passou a ser também a sua habitação. A casa típica, de granito e de carvalho, associa e funde numa só, a modos de presépio, a habitação humana e o curral do gado. As casas são de planta rectangular e geralmente de dois pisos baixos: – o andar sobradado, para habitação, – e o térreo, para as cortes de gado e lojas. Nos baixos recolhe-se uma parte da alfaia e localiza-se a adega, às vezes o celeiro e até as cortes. Uma escada de pedra, guardada ou não e de um só lanço, sobe geralmente ou longo da fachada e varanda. Esta é coberta com alpendre, por onde se entra no sobrado. A cobertura típica, geralmente de duas águas pouco inclinadas, – é de telha caleira – ou, nos casos mais rústicos, de colmo e giesta,

Fio perdido numa dobadoira (trabalhos do linho)

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Fio perdido Fotografia de Ilydio Gama "Ilustração Católica", nº314 - Março de 1928 “Depois de coradas, são ainda mais uma vez lavadas e, estando secas, vão a dobar. Esta operação é feita na dobadoira , enrolando-se o fio a princípio num canudo de cana, que depois se tira para dar ao novelo a forma esférica. Para o fio não cortar os dedos, faz-se passar por entre a dobra dum pequeno trapo, a que se dá o nome de puidoiro.” Para saber mais sobre os trabalhos que o linho dá … Sugestões: O «namorar a correr» | As Feiras no Norte (1915) Seis boiadeiras nas festas promovidas pelo Grande Clube de Lisboa (1906) A varina aos domingos | Costumes portugueses

Tipos portugueses: pescadores, varinas, campinos, devotos e ganhões

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Acendendo o cachimbo São bem nossas as figuras que a fotografia fixou neste dupla página. São bem a alma da pátria portuguesa, porque ela compõe-se de todas estas coisas que nos passam despercebidas por serem vistas a cada momento, mas que a nossa memória reproduz insistentemente quando nos encontramos longe de Portugal. Cada país tem o seu guide , o seu carácter, a sua gente, e esta com o seu modo de viver e de proceder, que noutro país se não observam. Qualquer dos tipos que aqui se apresentam, o pescador, o velho que acende o cachimbo, o campino, o ganhão, as varinas, a ceifeira, os garotos da praia e as velhinhas, uma enfiando a agulha, outra rezando as contas, não podem ser espanhóis, franceses, ingleses, italianos... E não é só pelos trajes que se conhece que são da nossa terra. É também pela atitude, pela expressão do rosto, por qualquer coisa inexplicável que neles existe e que se casa maravilhosamente com a suavidade do nosso céu, com a alegria do nosso campo e com

Cruzeiro de Caldelas - Minho - 1920

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Cruzeiro (Caldelas) por João Fernandes Tomaz "Ilustração Portuguesa", nº725 - 1920 Sugestões: Romaria do Senhor de Matosinhos em 1917 Romaria ao Senhor da Serra - Belas - 1905 Romaria do Senhor da Pedra em 1912

Uma Lavradeira de Vizela (1919)

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Uma lavradeira de Vizela "Ilustração Católica", nº294 - 1919 Sugestões: Seis boiadeiras nas festas promovidas pelo Grande Clube de Lisboa (1906) Grupo de Lavradeiras do Minho no sarau da Sociedade de Geografia - Lisboa A varina aos domingos | costumes portugueses

Camponesa de Perre - Viana do Castelo (1913)

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Camponesa de Perre (Cliché do distinto amador fotográfico sr. J. A. Pereira de Carvalho) "Ilustração Portuguesa", nº376 - 1913   Nota: veja-se a cabeça "descoberta" e o corte de cabelo! Sugestões: Lavradeira de Afife – Viana do Castelo – Alto Minho Em Afife (Viana do Castelo), com o cântaro cheio de água, mar e campo! Trajo do Minho - Mulher dos arredores de Viana do Castelo