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O «namorar a correr» | As Feiras no Norte (1915)

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A venda de feno e diversos artigos de lavoura A pouca distância do Porto, pois numa hora, em elétrico, se alcança o pitoresco lugar de S. José , em Barreiros , realizou-se, há dias a feira anual a que concorreram belos exemplares de animais e um sem número de utensílios de lavoura, alguns de nova invenção e muito curiosos, que foram intensamente admirados. Realizaram-se boas transações e não faltou nesta feira também o tradicional « namorar a correr », em que as raparigas dão trela a dez e doze rapazes. O gado suíno para venda Aspeto geral da feira (Clichés do sr. Manuel Moreira da Silva) Fonte: " Ilustração Portuguesa ", nº476 - 1915 Sugestões: Trajo do Minho - Mulher dos arredores de Viana do Castelo Vindima na Região do Douro: os carregadores dos cestos vindimos Trajos do Minho - Romaria e Trabalho (mudança do século XIX - XX)

Profissões e trajes de Lisboa antiga (1938)

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O fim do Mercado de São Bento – Lisboa (1938) “O velho Mercado de São Bento vai desaparecer para dar lugar a coisas mais belas e oportunas. Com 57 anos de idade - completou-os no dia 1 de janeiro - não pode dizer-se que morre muito criança. Para um mercado que não evoluiu é a decrepitude. (...) No terrado podiam instalar-se centenas de vendedores com as suas mercadorias. Davam entrada para o Mercado três vistosos pórticos de ferro que os críticos de há meio século classificaram de «incontestável beleza». Na parte central havia um pequeno jardim triangular em cujos vértices haviam sido colocados marcos fontenários para serventia pública. Nada ali faltava. O Mercado era um verdadeiro mimo, e como tal deveria ser considerado pelos moradores do sítio. Encontravam-se ali lugares de frutas, hortaliças, aves, carne, peixe, bebidas e toda a espécie de víveres tabacos, louças, objetos de vestuário, calçado e muitos outros artigos. Quem é que se não lembra ainda do homem das

Ceifeiras - fotografias artísticas de Domingos Alvão

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Conversando à hora do descanso Domingos Alvão , o distinto fotógrafo portuense, que tantas vezes tem colaborado nestas páginas, envia-nos uma coleção preciosa de alguns dos seus últimos trabalhos, de que damos estes espécimes. Poucos como ele sabem colher as pessoas e as coisas sob os seus verdadeiros aspetos artísticos e estabelecer os mais empolgantes contrastes de luz e de sombra. Por isso de todo o país o encarregam de obras delicadíssimas.  Em plena faina. Fonte: " Ilustração Portuguesa ", II Série, nº575. 26 de Fevereiro de 1917 (texto editado) As segadas – Atividades agrícolas em Trás-os-Montes “As colheitas, como as segadas, na Castanheira , eram na verdade uma festa. Todo o santo dia se cantavam as “ Cantigas da Segada ”, escolhidas a dedo, pela norma do tradicional, desde o amanhecer até à noitinha. O dia era longo, dos maiores do ano, mas com inúmeras dimensões. O amo da segada ia fazendo os seus cálculos, preocupado com o decorrer das horas e o número de ter

Retrato de duas mulheres com vestuário tradicional madeirense

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Retrato de duas mulheres com vestuário tradicional, e um cão, no jardim da Quinta Aluízio. Freguesia de São Pedro - Funchal [ant. 1895] "Os habitantes do Funchal e de algumas vilas e povoações mais importantes vestem-se como os europeus. Os trajos, porém, dos camponeses, são engraçados e pitorescos. (...) As aldeãs vestem camisa guarnecida de rendas com botões de ouro no pescoço, saia riscada de linho e lã (pano tecido na ilha), roupinhas encarnadas bordadas a retrós ou missanga, capa de baeta daquela mesma cor ou azul, aberta adiante descendo até pouco abaixo da cintura, e debruada com fita de seda ou de veludo, e botas de couro amarelo. Na cabeça, ambos os sexos usam de uma forma curiosa de barrete de pano azul forrado de encarnado, carapuça , comparável com um funil invertido tendo a boca pouco larga e a ponta delgada e comprida. Este barretinho, colocado no alto da cabeça, protege-a tão pouco, que é para causar estranheza como veio a usar-se." ("Branco e Negr

Mulher madeirense com traje tradicional e cesta de vime

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Retrato de mulher em vestuário tradicional, segurando uma cesta de vime, em escadaria exterior da Quinta Aluízio, Freguesia de São Pedro - Funchal, [ant. 1895]. "Das mulheres do campo ou viloas que diremos? Que são geralmente formosas como é proverbial daquelas filhas do Oceano, deixai-nos assim dizer, e não menos que a sua beleza, são os seus trajos coloridos e pitorescos de certa originalidade, muito especialmente na carapuço de bico espetado para o ar nota singular do seu vestuário, e que vai perfeitamente uma cara bonita como, têm geral as madeirenses." ("Occidente", nº646 – 1896) Sugestões: Ilha da Madeira - aspetos etnográficos (1896) Os Borracheiros - costumes da ilha da Madeira (1896) Traje das aldeãs madeirenses no final do séc. XIX

Vila Franca do Lima, a terra dos cestos de flores e da Festa das Rosas

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É aqui, em Vila Franca do Lima , que se inicia o ciclo de romarias do concelho de Viana do Castelo [ Minho ]. Na segunda semana de Maio , a vila enfeita-se para as festas em honra da Senhora do Rosário . As raparigas vestem o traje negro das mordomas para o desfile dos “ Cestos floridos das Mordomas ”. Nas orelhas, os brincos à rainha, pois, segundo reza a tradição, rapariga que não use brincos é apelidada de “fanada” e permite que os maus espíritos entrem pelos orifícios descobertos das orelhas. No peito, os cordões, as arrecadas e as gramalheiras. Na cabeça equilibram um alto cesto feito com milhares de alfinetes que prendem milhares de flores. Fonte: “Cores, sabores e tradições – Passeios no Vale do Lima” Sugestões: Trajos de Entre Douro e Minho (1) Uma casa rústica em Vieira do Minho Grupo de Lavradeiras do Minho no sarau da Sociedade de Geografia - Lisboa

Colónia ovarina de Lisboa festejava Santa Luzia (13 de Dezembro)

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Ovarina "Este dia 13 de Dezembro , dia de Santa Luzia , senta muito festejada no país, ficou memorável na tradição popular pelo falecimento do venturoso monarca. Gil Vicente nas trovas à morte d’el rei D. Manuel , celebra-o dizendo: Pranto fazem em Lisboa, Dia de Santa Luzia, Por el-rei Dom Manuel Que se finou nesse dia, etc. A gente do mar, os ovarinos , e a colónia ovarina de Lisboa celebram este dia com festejos na Igreja das Chagas , onde existe uma relíquia da santa, e na [Igreja] de Santos , onde os numerosos grupos de raparigas de Ovar improvisam no adro bailaricos, dançando animadamente, transportando para Lisboa as pitorescas cenas dos arraiais da província. Texto: "Ocidente", n~864 - 1902 | Imagem: "Ovarina" in "Serões", nº045 – 1908 Em Vila Real há um curioso costume relacionado com Santa Luzia : “ Os pitos de Santa Luzia ”. Sugestões: As varinas de Lisboa vendem cantando pregões! Varina de Lisboa - Trajo antigo (1898)

Uma linda minhota em 1915

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  Uma linda minhota Cliché de Gabriel Tinoco, de Coimbra ("Ilustração Portuguesa" - II Série - nº511 - 6 de Dezembro de 1915) "(...) Nesta alegria das coisas move-se a mulher minhota, a mais linda mulher de Portugal. Esculturas perfeitas, como as de Seixas, a quem Páris não recusaria a maçã, palminhos de cara, como as de Afife , que fariam pecar Santo António . E elas sabem-no, as marotas! É ver como as saias se encurtam deixando ver a perna tentadora. É ver como os coletinhos abertos suspendem e amparam os fortes seios. É ver como os bustos se requebram no voltear do Vira e no passear do Regadinho . (...)" Fonte: "Ilustração Portuguesa" - nº 216 - 11 de Abril de 1910 Sugestões: Mulher da Gândara de Montemor e Aldeã das Margens do Mondego | Costumes Portugueses Os trabalhos com o linho, na província do Minho O Traje das Vindimadeiras no Douro

Uma Feira em Torres Novas (1910)

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Uma Feira em Torres Novas Quadro de Carlos Reis (Museu Nacional de Arte Contemporânea) O suplemento com que brindamos os nossos assinantes é a reprodução do melhor quadro português do ano. Foi este quadro, pintado pelo sr. Carlos Reis , para o lugar do que se perdeu no naufrágio do vapor Saint André , na volta da Exposição Universal de Paris de 1900 . Era um quadro de paisagem que fora adquirido pelo governo para o Museu Nacional de Belas Artes . O que o sr. Carlos Reis agora pintou é, como se vê, de paisagem também, não sendo inferior ao outro, para não dizermos superior, pois é difícil a classificação, sabendo-se como o talentoso professor prima sempre nos seus quadros, quer eles sejam de figura ou de paisagem. O quadro Uma feira em Torres Novas é de largas dimensões e recomenda-se tanto pelo assunto, bem caracteristicamente português, como pela soberba execução. Sugestão:  A Feira das Nozes em Arnelas no ano de 1914 O quadro é superiormente composto em todas as suas li

Amores na aldeia - Quadro de Silva Porto

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"Quem viajar pelo norte de Portugal, e se detiver em algumas das suas províncias terá ocasião de surpreender um idílio, semelhante, ainda que só na forma, ao que o distinto artista fixou na sua tela. O vago enleio de que a rapariga está possuída, o olhar indeciso e o maquinal torcer do lenço são pequenos nadas que tudo indicam e que o pintor soube roubar com felicidade ao natural. O conversado não é menos bem surpreendido. A atitude, embora não tão flagrante como a dela, é bastante verdadeira. Esta tela figurou numa das exposições do Grupo do Leão . O autor deste gracioso quadro é um ilustre professor da nossa Academia de Belas Artes , a quem a arte nacional deve bastante e de cuja escola atual ele é o chefe." Amores na aldeia Quadro de Silva Porto  (De fotografia do amador sr. A. Benarus) "Occidente", nº504 - 21 de Dezembro de 1892 Sugestões: Romaria do Senhor de Matosinhos em 1917 A matança do porco Aldeões Portugueses (Norte de Portugal) - 1884