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Vestuário das Terceirenses - Manto e Capote

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Vestuário das mulheres da ilha Terceira - Açores: capote e manto "Na cidade [ Ilha Terceira ], as mulheres usam, como trajos regionais, o manto , capote e a capa . O manto consiste numa saia preta de merino feita às pregas, e da cintura para cima uma espécie de capuz, onde se fecham as costas e a cabeça, sendo a parte a parte superior forrada com um papelão, deixando uma abertura à frente, que a mulher abre e fecha à vontade, podendo ocultar o rosto de modo a poder ver e não ser vista. É trajo que ainda hoje está muito em uso, dando às mulheres um aspecto de freiras mendicantes. A capa hoje aparece pouco, mas foi peça de vestuário tão importante que antigamente era obrigatória no enxoval da noiva. É uma capa vulgar, com farto cabeção até abaixo da cintura e fechada no pescoço, ficando a cabeça envolvida numa espécie de capuz comprido, no extremo do qual há uma roseta; tudo isto é feito de pano fino. O capote hoje quase não aparece; era usado por pessoas idosas. É s

As lavadeiras do Norte - no rio Ave

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  A Lavadeira De joelhos, de bruços, na ribeira, Cujas águas deslizam mansamente, Lava, lava, cantando, a lavadeira, De madrugada até ao sol poente. Molha, ensaboa a peça... Anda ligeira! Depois esfrega-a, molha-a novamente. E bate, e torce e cora-a de maneira, Que, ao cabo, fica a roupa alvinitente. Também eu quis lavar o meu tormento Na ribeira lustral do esquecimento, Com lágrima choradas... Tudo em vão! De nada me serviu chorar, Senhor! Quando o ciúme entenebrece o amor, Não há pranto que lave o coração! José Forbes Costa (Soneto classificado no concurso do "Ilustração Portuguesa" - 1913) Sugestões: Mulheres, com trajes regionais minhotos, numa espadelada! Os trabalhos com o linho, na província do Minho Mulher da Maia, fotografada por Alvão, em 1913

Mulher minhota fiando... e cuidando do neto!

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“(…) Mas depois de « espadar » e « assedar », e antes que se promova a obra de costureira a que agora nos vínhamos referindo, é preciso ver que este, como qualquer outro linho, precisa de ser « fiado », « dobado » e submetido a  barrelas de cinza virgem , de onde depois sai linho facilmente adaptável, como urdidura, ao «órgão» do nosso belo e quási primitivo  tear manual . Desse linho tecido se talham, apespontam, bordam e marcam todas as camisas dos lavradores, nesta formosa região silvestre que é o  Minho .” Fonte do texto | Imagem: Aguarela de Alfredo Morais, capa da revista “Ilustração” – 1 de Agosto de 1932 Sugestões: Costume do Minho: Lavradeira conduz junta de bois! O Traje das Vindimadeiras no Douro A vida dos marinheiros do Rio Douro (3)

Costumes alentejanos (Alvito) – Aguarelas de Alberto Sousa

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Trajos característicos do Alentejo "Os habitantes do Alentejo têm um trajo característico: – além das célebres mantas alentejanas, tão antigas que já Gil Vicente fala delas, e que eles trazem, ora cobertos, ora traçadas ao ombro, o que lhes dá um aspecto pitoresco de cabreiros, – usam jaqueta, – cinta (na Beira Alta , faixa), não raro vermelha, a apertar-lhes as calças, – e chapéu de pano, desabado, às vezes com uma fita de cor, e uma grande borla preta à esquerda, no bordo da aba. Como andam frequentemente a cavalo, a jaqueta facilita-lhes os movimentos, e a cinta ampara-lhes um pouco o tronco. O cajado e a cachêra são bordões curiosos de que os Alentejanos se servem.  O primeiro tem uma curva à maneira de báculo ou de lítuo romano, por meio da qual o cajado é enfiado no braço, e com ele se apanha a perna de uma rês que foge; tudo isto é o mais tosco possível. Os cajados vendiam-se na feira a 20 rs. cada um, em grandes molhadas. Numa feira de Badajoz vi ob

Costume do Minho: Lavradeira conduz junta de bois!

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Um costume do Minho  (Foto de C. Dias Alves Pimenta - Lisboa) in "Echo Fotográfico", nº12 - maio 1907 "O grande orgulho da mulher minhota está todo na sua devoção aos trabalhos agrícolas. Por cima, muito acima da vaidade de possuir um traje vistoso, regional, ela coloca, como nenhuma outra, todo o seu entusiasmo, todo o seu amor, em cuidar da terra, trabalhando e cantando, lado a lado do homem. Bem sei que a mulher portuguesa, embora tenha as mãos em casa para rezar sobre o berço de um filho ou diante de um oratório, atira sempre os braços para os trabalhos mais árduos e violentos. Na mulher do Minho , a devoção ao trabalho destaca-se, porém, pela alegria com que ela anda, desde a manhã ao crepúsculo, cantando o moendo o corpo nos serviços dos campos." Guedes de Amorim Fonte do texto: "Ilustração", nº118 – 1930 Sugestões: Os trabalhos com o linho, na província do Minho O Traje das Vindimadeiras no Douro Trajos de Entre Douro e Minho (1)

Mulheres, com trajes regionais minhotos, numa espadelada!

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Uma espadelada (c. 1900) A espadelada merece descrição especial: a dona do linho chama mulheres para a espadelada, por favor, não por paga. O trabalho é feito ao luar, num terreiro, ou com luz, mas sempre fora de casa. Assistem homens, que formam uma roda ou um quadrado, no terreiro, como espectadores. As mulheres sentam-se ou estão de pé (Cerveira), cada uma junto do seu cortiço, que é aberto para cima ou por baixo. Por entre as mulheres andam rapazes ou crianças a distribuir os anacos às espadeladeiras. A espadeladeira tem na mão esquerda o naco e na mão direita a espadela, com a qual bate no anaco, posto à beira do cortiço. Assim que o anaco está espadelado, põe-se de lado e recebe-se outro do distribuidor. Enquanto espadelam, cantam em coro: uma começa o canto e as outras continuam. Entrementes vêm os namorados, que se sentam ao pé das espadeladeiras; alguém trouxe música (harmónico, viola). No fim da espadelada dançam todos. Quando acaba a espadelada , a

O Zé Pereira está em Fão a divulgar festas!

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O Zé Pereira O « Zé Pereira » é a denominação pitoresca dum grupo musical mais pitoresco ainda, no nosso Minho , tendo por únicos instrumentos  o bombo e o tambor , onde o pulso minhoto não bate menos rijo que no milho das eiras. É ele que anda a anunciar pelas aldeias com antecedência as festas que se vão realizar, causando verdadeiro assombro. E não serve apenas de reclamo estrugidor às festas, também se guinda nelas à altura de concertista. Este « Zé Pereira » está justamente dando um concerto de «música clássica» em frente da casa Lealdade, na Rua Direita, de Fão. Algumas empresas de espectáculos das grandes cidades têm procurado transplantar o « Zé Pereira » para o seu reclamo, mas não o têm conseguido. Não é coisa que se aclime assim. Tirá-lo do seu Minho , com o encanto das suas serranias, dos seus costumes e das suas tradições, é tira-lhes a graça, é dar cabo dele! Ilustração Portuguesa, nº375 -  28 de Abril de 1913 Sugestões: Lavradeiras de Santa Marta (Viana) espadelando, fi

Uma salineira de Aveiro em 1932

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Salineira de Aveiro ( Foto do sr. Manuel Abreu - Coimbra  in "Ilustração", nº12 - 1932 ) "Mulher responsável pelo transporte do sal em canastras de vime, desde as marinhas de sal até aos barcos e, depois, para os armazéns. Tradicionalmente cozinhavam também as refeições para os trabalhadores das marinhas." Fonte Sugestões: Mulheres de Aveiro (1929) Um pescador de Aveiro - Costumes Portugueses "Casa dos Moinhos" - Moinho de Maré - Aveiro

Mulheres de Aveiro (1928)

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    "Aveiro, uma das mais belas cidades do país, cortada de ridentes canais, fulgindo ao sol de  Portugal , é também um escrínio de preciosas joias, as suas mulheres, das mais belas da nossa terra. Tricaninhas  clássicas,  salineiras  airosas, esbeltas e esculturais como ânforas, raparigas lindas da beira-mar, perfis fenícios de encanto, tudo foi focado com felicidade por  Manuel Abreu ." Fonte: " Ilustração " - nº  60 - 1928 Sugestões: "Casa dos Moinhos" - Moinho de Maré - Aveiro Um pescador de Aveiro - Costumes Portugueses Tipos Populares Portugueses - Lavadeira do lugar de Aradas - Aveiro

Mulher da Golegã em 1911 | Tipos de costumes

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É importante registar que esta imagem é uma foto de 1911... Seria assim que se vestiam as mulheres da Golegã nesse tempo? E, se sim, os Grupos Folclóricos da zona também apresentam este tipo de traje? *** A vila da Golegã, pertencente ao distrito de Santarém, terá tido origem, segundo se diz, no tempo de D. Afonso Henriques ou D. Sancho I, numa estalagem que aí estabeleceu uma mulher, natural da Galiza. O lugar era muito frequentado por viajantes, principalmente pelos que transitavam de Santarém para Coimbra e Tomar. A estalagem tinha por título a « Venda da Galega », que depois se mudou para « Vila Galega » e, por último, se corrompeu em « Golegã », o nome atual da vila. Foi no tempo de D. Manuel I que Golegã terá tido o seu maior engrandecimento, pois, instalando este monarca a sua corte em Almeirim, aqui se faziam grandes e importantes transações. *** Fontes Texto: "O Século Centenário" - 1940 (editado e adaptado) | Imagem: Fotografia de Carlos Relvas