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A mostrar mensagens com a etiqueta Actividades Agrícolas

Parada Agrícola de Famalicao, em 1912

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Parada Agrícola de Famalicão: o carro da agricultura Cliché da Ilustração Portugueza - 15 de Julho de 1912 «A revista “ Ilustração Portugueza ” dá-nos conta de diversas paradas agrícolas que então se efectuavam, aliás à semelhança das exposições de outros produtos como o objectivo de promover a sua venda e exportação.  Juntamente com o jornal “ O Século ” a que se encontrava ligado e constituindo um instrumento de propaganda dos ideais republicanos e da maçonaria, aquela revista era especialmente difundida entre os sectores burgueses estabelecidos nos centros urbanos de quem, aliás, recebia os  clichés  e as notícias que publicava, mantendo uma rede de correspondentes que se estruturava paralelamente à própria organização política.(...)    Ler+ Sugestões: Mulheres, com trajes regionais minhotos, numa espadelada! Os trabalhos com o linho, na província do Minho O Traje das Vindimadeiras no Douro

Um palheiro minhoto - Illustração Portugueza

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Um palheiro minhoto Cliché de Emilio Biel & Cª / Trichromia de Frederico Buendia Palheiros do Minho Os palheiros minhotos são construções típicas da região do Minho, em Portugal. São conhecidos como canastros ou espigueiros . São construídos principalmente em madeira, tendo um formato retangular ou quadrado, utilizados para guardar e secar o milho. Os palheiros possuem uma estrutura elevada, com paredes de madeira entrelaçadas para permitir a circulação de ar e evitar a humidade no interior. O telhado é coberto com palha ou colmo, o que lhes confere uma aparência rústica e tradicional. A função principal dos palheiros é o armazenamento e secagem do milho, um dos principais produtos agrícolas da região. O milho era colhido e pendurado nas paredes dos palheiros para secar, sendo depois debulhado e armazenado até ser utilizado na alimentação dos animais ou na produção de farinha. Além da sua função prática, os palheiros minhotos são também considerados um símbolo d...

Refeição no Douro em tempo de vindimas

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Foto retirada de " O Douro - Principaes Quintas, Navegação, Culturas, Paisagens e Costumes " - Manuel Monteiro Refeições na Região do Douro, durante as vindimas «Nos dias de vindima , a alimentação fornecida pelo vinhateiro melhorava um pouco: – o pequeno-almoço (almoço) constava de caldo, uma sardinha com batatas e vinho; – o almoço (jantar), de caldo, bacalhau com arroz regado com vinho ; o jantar (ceia), do mesmo que o pequeno-almoço. – A merenda ficava por conta do jornaleiro. Quintas havia, contudo, como já dissemos, bem menos generosas. Segundo Geoffrey M. Tait, a diária por si observada na sua estada por terras alto-durienses em época de vindima consistia: – ao pequeno-almoço, uma  sardinha  assada nas brasas e um cálice de aguardente; – ao almoço, uma sopa grossa de batata, feijão, couve e macarrão, uma tigela de arroz e uma ração de água-pé à descrição; – ao jantar, o mesmo que ao almoço, possivelmente com outra sardinha. Os carregadores, esses r...

As segadas - Castanheira - Chaves - Trás-os-Montes

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Os segadores no fim da ceifa. O grupo de segadores ao entrar na povoação. As segadas “Rezam as velhas crónicas de tempos idos… Os povos primitivos viviam da “recoleição” de frutos. Eram recolectores. E afinal de contas também nós hoje colhemos e armazenamos os alimentos, embora de maneira diferente. Festa da recoleição, lê-se em velhas crónicas da sua existência, em tempos muito antigos. As suas celebrações tinham plena razão de ser, pela estabilidade que geravam para ao longo do ano se poder contar com a ausência de penúria. Quando nos meus tempos de criança observava a peregrinação diária dos pobres das portas, ia tomando conta de alguns desabafos que se ouvia dizer, com a força de orações como esta: que nunca nos falte o pão e o caldo.  Ler mais Sugestões: Imagens da Festa das Cruzes, em Barcelos - 1912 Trajes regionais femininos do Norte, por ocasião da visita d'El-Rei ao Norte (1908) Tipos de mulheres – arredores do Porto (1896)

Actividades agrícolas no Alto Minho em 1914

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Depois duma malhada, preparando a palha para empilhar O Alto Minho é o admirável jardim de Portugal, mas também o seu celeiro. Tem a vegetação vestindo os seus recantos pitorescos, mas também a semente farta que alimenta o bom povo, cuja tarefa ingrata e árdua se faz cantando à luz do sol. No campo da lavra (Clichés do distintíssimo fotógrafo sr. Luciano Guimarães, do Porto) Fonte:" Ilustração Portuguesa ", nº436 - 1914 Sugestões: Parada Agrícola de Vila Franca de Xira, em 1907 Um pescador de Aveiro - Costumes portugueses A procissão na aldeia

Cenas do Minho ou a força indesmentível do "sexo fraco"

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Cenas do Minho A província do Minho é tão pitoresca quanto são os seus costumes. Se por um lado a paisagem nos delicia os olhos, como a de um jardim em plena florescência, os costumes que ali se observam são tão pitorescos como a paisagem na variedade das formas e do colorido, acrescendo ainda a vivacidade dos habitantes que dão vida e movimento às cidades e às aldeias. Uma dos características da vida do norte de Portugal é as mulheres empregarem-se nos trabalhos dos campos e em outros misteres, que em geral, no sul, são reservados para o sexo forte. Assim elas cavam e lavram a terra, que os maridos, os pais ou os filhos deixaram para emigrarem para o Brasil, e esta corrente de emigração, que infelizmente não cessa apesar de todas as desilusões, é que faz com que no norte de Portugal escasseiem os braços masculinos e válidos, para só se verem, por assim dizer, mulheres, velhos e crianças. As filhas das províncias do Minho e do Douro veem-se, por isso, obrigadas a desenvolver...

Espaço etnográfico: Casa-Museu de Aljustrel (Fátima)

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A placa que identifica o museu utiliza a rocha calcária da região. A descamisada do milho é um dos quadros que o museu reconstitui O manequim representa o traje tradicional da região a sul do concelho de Ourém onde se situa a localidade de Fátima. Em casa, fazendo os deveres… No pátio, alfaias e carroças. A Casa-Museu de Aljustrel recuperou uma habitação tradicional, construída em pedra da região.  Na área a norte do concelho de Ourém, onde a pedra não abunda, as casas eram feitas de terra e adobe. A oficina do sapateiro. O tradicional jugo e o carro de bois. Fotos e legendas de Carlos Gomes Sugere-se a leitura do texto intitulado Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima.  Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação. Ler+

A cultura do tabaco no concelho de Vila Real

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"Quando em 1907 a Imprensa Moderna, numa das suas edições de postais ilustrados, publica duas imagens relativas à cultura do tabaco no concelho de Vila Real, mas não está do que a divulgar a importância que a mesma representa no contexto da produção nos 12 concelhos da Região Vinhateira do Douro devastados pela filoxera e autorizados por disposições legislativas de 1884 a receber esta cultura." Ler o resto do texto>>> Postais: Edição da Imprensa Moderna, Vila Real, 1907 - Fototipia Reedição dos Serviços Municipais de Cultura - Vila Real - 2003 Colecção: Vitor Nogueira

Actividades Agrícolas no Minho - Ponte do Lima (Postais)

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Uma espadelada ( ciclo do linho ) Uma lavrada (ciclo agrícola anual) Uma malhada (ciclo do pão) Os postais aqui reproduzidos têm cerca de 100 anos.  Foram, gentilmente, disponibilizados por Carlos Gomes. Sugerimos a leitura de um artigo do Dr. Carlos Gomes, intitulado " Minifúndio do Minho garante sobrevivência aos Agricultores "

Os espigueiros ou canastros e a cultura do milho

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«Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro! Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas .  De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflecte a grandeza da produção que normalmente é efectuada.  De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.(...)» Ler+ Foto: Carlos Gomes

Descamisada do milho à moda antiga - Vale do Peso - Charneca - Freixianda

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No passado dia 12 de Novembro, realizou-se na Associação Cultural e Recreativa do Vale do Peso em Charneca - Freixianda , a recriação de uma descamisada do milho à moda antiga . Nesta actividade participaram os elementos do Rancho Folclórico “Rosas de Portugal” e muitos populares que se juntaram. Com esta iniciativa, a organização pretendeu demonstrar que uma descamisada era muito mais do que tirar a "camisa" das espigas de milho: era uma actividade recreativa, fonte de alegrias e convívio, de confraternização e partilha. Com esta iniciativa provou, também, que a disseminação das máquinas nestes tempos modernos, não nos tirou só o trabalho e o esforço, mas também o lado humano das tarefas quotidianas e da própria vida.