Refeição no Douro em tempo de vindimas



Foto retirada de "O Douro - Principaes Quintas, Navegação, Culturas, Paisagens e Costumes" - Manuel Monteiro

Refeições na Região do Douro, durante as vindimas

«Nos dias de vindima, a alimentação fornecida pelo vinhateiro melhorava um pouco:

– o pequeno-almoço (almoço) constava de caldo, uma sardinha com batatas e vinho;

– o almoço (jantar), de caldo, bacalhau com arroz regado com vinho; o jantar (ceia), do mesmo que o pequeno-almoço.

– A merenda ficava por conta do jornaleiro.

Quintas havia, contudo, como já dissemos, bem menos generosas.

Segundo Geoffrey M. Tait, a diária por si observada na sua estada por terras alto-durienses em época de vindima consistia:

– ao pequeno-almoço, uma sardinha assada nas brasas e um cálice de aguardente;

– ao almoço, uma sopa grossa de batata, feijão, couve e macarrão, uma tigela de arroz e uma ração de água-pé à descrição;

– ao jantar, o mesmo que ao almoço, possivelmente com outra sardinha.

Os carregadores, esses recebiam uma alimentação reforçada:

– ao pequeno-almoço, dava-se-lhes mais 250 gramas de batatas ou um caldo de batata e cebola e, ao almoço, mais uma posta de bacalhau de 120 a 130 gramas, cozido.»

Texto: in “Alto Douro, terra de vinho e de gente” – A.L. Pinto da Costa, Edições Cosmos (texto editado)

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