Lavadeiras de Mafamude (Cliché do distinto fotógrafo amador, do Porto, sr. Eduardo Paulo) Ilustração Portugueza - 15 de Junho de 1914 As Lavadeiras em Portugal As lavadeiras sempre desempenharam um papel importante na sociedade portuguesa ao longo dos séculos. Elas eram mulheres responsáveis por lavar roupas, lençóis e outros tecidos, utilizando métodos tradicionais que exigiam conhecimentos, habilidade e força física. Antigamente, as lavadeiras reuniam-se em pontos de água, como rios, riachos ou lavadouros públicos (comunitários), para realizar suas tarefas. Elas usavam tábuas de pedra ou madeira, esfregavam as roupas com sabão e batiam para remover a sujidade. A técnica era conhecida como "bater a roupa" e requeria muito esforço físico. Essas mulheres costumavam trabalhar em grupo, compartilhando histórias, risadas e até mesmo canções. Eram momentos de sociabilidade, em que as lavadeiras se mantinham informadas sobre o que acontecia na comunidade e trocavam exp...
Bailinho da Madeira - Ilustração de Mário Costa (1902-1975) De certo que já todos viram dançar o “ Bailinho da Madeira ” ou pelo menos, tal como ele é conhecido no continente: um grupo, vestido com o traje típico da ilha das flores, que dança em torno do instrumento regional típico da Madeira : o brinquinho . É um instrumento composto por um grupo de sete bonecos de pano e traje regional com castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade de una cana de roca e animados por movimentos verticais na mão do portador, isto é, o bailinho tal como a maioria das pessoas o conhece. No entanto existe outro, trata-se do bailinho que surge nos arraiais típicos da ilha, onde se canta ao desafio e se dança em coreografias inventadas no momento. A este divertimento dá-se o nome de brinco. É cantado e dançado por todos, sem qualquer regra ou restrição. Não é necessário traje, pois basta querer para entrar na roda. Saber mais... Fandango - Ilustração de Mário Costa (1902-197...
Trajos do Minho Mulheres com Trajos de Cerimónia, Festa ou Romaria «O traje de cerimónia era concebido para ocasiões de grandes festividades familiares ou colectivas. Quer se destinasse para o casamento dos filhos, quer para vestir o «juiz» ou «mordomo», depositário de confiança da comunidade e seu representante nas festas colectivas, era o prestígio de uma «casa», que se punha à prova dos olhares avaliadores de povoação. O prestígio alcançado por essa família ultrapassava-a e tornava-a extensivo a toda a comunidade. Era um factor de coesão.» Ler+ Trajos do Minho Homens e Mulheres com Trajos de Trabalho e utensílios agrícolas «O traje de trabalho também designado por traje de cotio ou traje da semana, vestia-se como o próprio nome indica, durante a semana, para trabalhar. Com características próprias, de acordo com a função a que se destinava, havia de reflectir a imagem que a comunidade tinha acerca do trabalho e as relações sociais construídas segundo e...
Costumes Portugueses - Mulher dos arredores do Porto (Desenho natural por M. Macedo) "A gravura (...) representa um dos variados tipos de mulheres do Douro que, todos os dias se avistam na cidade do Porto, onde vêm vender nos mercados as frutas, hortaliças, legumes, etc. das suas aldeias. O seu trajo é extremamente pitoresco, realçado pelo ouro que lhe pende das orelhas e do colo [ pescoço ], indo descansar sobre o peito que fica completamente coberto de corações e imagens da virgem, tudo de filigrana do precioso metal. Esta riqueza representa ordinariamente o fruto das suas economias e quanto tem quanto trazem em cima de si, e a paixão que têm pelas joias obrigam-nas muitas vezes às maiores privações, para adquirirem mais um coração, mais uma conta para o colar de ouro , etc. Estas mulheres do Douro , assim como as do Minho são de uma grande atividade, trabalhando na lavoura e no seu comércio com mais vigor que os homens daquelas províncias." In " Occidente ...
No Caramulo , a mais linda serra de Portugal, a cobertura tradicional dos habitantes é a capucha. Espécie de manto de santa, caindo naturalmente até à altura do joelho, deixa bem a descoberto a testa e parte anterior do rosto, dando à mulher um tom de verdadeira madona. E por lá aparecem algumas de formas tão esculturais e duma tal beleza de traços, que muitos as adorariam com mais carinho que às Santinhas que, sobre doiradas peanhas, destacam nos altares das capelas e igrejas. Nunca a fértil imaginação de alfaiate e modista inventou peça de vestuário mais apropriada e útil. Não é fácil precisar bem a sua origem, mas tudo leva a crer que viesse do Oriente, sendo trazida à região pelos árabes. Se é que o modelo não foi extraído de alguma gravura, estampa ou desenho vindo dos Lugares Santos o que é muito natural, por quanto a capucha ainda hoje é precisamente o manto que, desde os princípios do Cristianismo , aparece cobrindo a maior parte das imagens, ou seja em pintura ou...
«(...) Atravessa-se a vila de Azambuja, e já a cada momento, na estrada, é necessário diminuir a marcha do automóvel para deixar passar os rebanhos de ovelhas e carneiros, as manadas de potros e éguas, conduzidos à vara por campinos a cavalo, de barrete vermelho e meia branca, jaleca ao ombro, erectos nas selas mouriscas. São homens altos e secos, pernaltas com músculos de cavaleiros, a face moura, os matacões tufando da carapuça, o mento e o lábio superior escanhoados, que do alto do cavalo sorriem com desdém para o nosso veículo hipercivilizado.» ( Carlos Malheiro Dias - 1875/1841, in Grandes Agrários Ribatejanos ) Sugestão: " Campino, o aristocrata da lezíria " Campinos do Ribatejo nas Avenidas de Lisboa Sugerimos a leitura dos textos abaixo As cores republicanas no barrete do campino ribatejano O campino do Ribatejo tal como atualmente o conhecemos, altivo na sua montada, com o seu pampilho, apresenta-se invariavelmente com – o seu colete encarnado, – faixa ver...
Exemplos de casas tradicionais portuguesas segundo ilustração publicada na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira Sugerimos a leitura do artigo A arquitetura e a engenharia na criação da casa tradicional. “A concepção de casa tradicional do ponto de vista arquitetónico assenta na reunião das linhas estéticas do edifício que variam consoante a região e os hábitos culturais onde se insere. De igual modo, a engenharia que é empregue na concretização do projecto arquitectónico corresponde às exigências naturais e culturais que presidem à sua construção, nomeadamente as características dos materiais e as suas necessidades de utilização. E, falamos de projeto arquitetónico uma vez que, por mais elementar que seja o seu planeamento, sempre que alguém se propõe a edificar algo, tem sempre presente uma ideia, ainda que rudimentar, daquilo que vai construir – o projeto! Tal como sucede com o vestuário, também a casa tem como função primordial o refúgio, a proteção e o bem-esta...
"Chula Rabela" - Ilustração de Mário Costa (1902-1975) « Chula Amarantina ; Chula de Santa Cruz ; Barqueiros e " Paus ”. Estas são apenas algumas das versões da ‘chula' que percorre as margens do Douro e se estende até ao Minho . Atrai para os átrios das igrejas, os que gostam de bailar e sempre que chega o Natal, aproveita-se para comemorar com umas "chulas".» Saber mais... "Dança dos Pauliteiros" - Ilustração de Mário Costa (1902 - 1975) «No planalto mirandês existem grupos de oito homens que vestem saias e tem paus. Dispensam apresentações. Já todos os conhecem: são os Pauliteiros de Miranda . Com os saiotes brancos, lenços, os chapéus e os pauliteiros transportam uma tradição que procuram defender com unhas e dentes. E apesar de já não existirem tantos grupos como antigamente. As letras, os passos e os trajes ainda se mantêm fiéis à origem.» Saber mais... "Vira do Minho" - Ilustração de Mário Costa (1902 -...
Tomaz Ribas , no seu livro " O Trajo Regional em Portugal " afirma que a paisagem do Minho , " variada de vales profundos e espraiados, litoral recortado e serras que se alongam para o interior desde Arga ao Gerês, tem de marcar necessariamente o trajar do minhoto, ora pela exuberância da cor e do desenho, ora por uma frugalidade contida ." O traje de lavradeira "É mundialmente conhecido o traje domingueiro de lavradeira vulgarmente conhecido por “ traje à vianesa ”. Por estes dias, vemo-lo a desfilar por todas as romarias da nossa região, na Senhora d’Agonia e nas Feiras Novas , no São João d’Arga e nos festejos da Senhora da Bonança . Mas, afinal, de que se trata realmente o traje de lavradeira ? De uma forma genérica, o traje à lavradeira era a roupa que a mulher do campo usava nas suas lides diárias como em dias de festa e de romaria, diferenciando-se naturalmente a que empregava no trabalho da que guardav...
Mulheres do concelho de Boticas (Trás-os-Montes / Barroso) trajando Capuchas. Mulher com Capucha, "fazendo meias", junto de gado bovino. A Capucha De entre as peças de vestuário que apresentam simplicidade de feitio e riqueza de aplicação recorde-se a capucha, de que se ocupou José Júlio César, em Terra Portuguesa . «Nunca a fértil imaginação de alfaiate ou modista inventou peça de vestuário mais apropriada e útil. Não é fácil precisar bem a sua origem, mas tudo leva a crer que viesse do Oriente, sendo trazida à região pelos Árabes , se é que o modelo não foi extraído de alguma gravura, estampa ou desenho vindo dos Lugares Santos , o que é muito natural. Portanto a capucha ainda hoje é precisamente o manto que, desde o princípio do Cristianismo , aparece cobrindo a maior parte das imagens. Apenas foi modificado o modelo, adaptando-lhe no cimo, na parte que há-de assentar na cabeça, uma semi-rodela de pano em forma de meia-lua. Ler+ Sugestões: As segadas - Castanhe...