Casamento tradicional

"A decisão havia sido longamente pensada. «Antes que te cases, pensa no que fazes» - aconselhava a experiência secular. 

É que os nubentes iriam, por norma, ficar «unidos para a vida inteira». 

Assim o dizia a quadra:

Dei um nó na minha vida,
Nunc'ò eu chegara a dar,
Dei-o com a mão direita

Não o posso desatar.


Feito o pedido da noiva aos pais da mesma e lidos os banhos ou pregões, a breve trecho se lhes sucedia o casamento. 

Durante a Monarquia não havia outro casamento além do religioso. 

Criado o casamento civil em 1911 pelas I República, os actos civil e religioso tornaram-se distintos. 

Nas vilas e cidades, estes podiam acontecer no mesmo dia. 

Nas aldeias que estavam longe do Registo Civil, todavia, podiam realizar-se em dias diferentes. 

No mesmo dia ou em dias separados, as pessoas davam pouca importância ao casamento civil."

A.L. Pinto da Costa, in "Alto Douro, terra de vinho e de gente"











Fotos de Carlos Gomes

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